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Tragédia com balão em Praia Grande: MPSC denuncia piloto por negligência e imprudência com 8 mortos

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto responsável pela trágica queda de um balão de ar quente em Praia Grande, SC, um dos maiores desastres…

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  • O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto responsável pela trágica queda de um balão de ar quente em Praia…
  • O acidente, que ocorreu em junho de 2025, resultou na morte de oito pessoas e deixou três feridos.A denúncia, conduzida pelo Promotor…
  • A Promotoria sustenta que o piloto agiu de forma imprudente ao deixar de realizar procedimentos de segurança essenciais antes e durante o…

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto responsável pela trágica queda de um balão de ar quente em Praia Grande, SC, um dos maiores desastres do balonismo brasileiro recente. O acidente, que ocorreu em junho de 2025, resultou na morte de oito pessoas e deixou três feridos.

A denúncia, conduzida pelo Promotor de Justiça Ricardo Figueiredo Coelho Leal, destaca atos de negligência e imprudência por parte do piloto, que também era sócio da empresa responsável pelo voo. A Promotoria sustenta que o piloto agiu de forma imprudente ao deixar de realizar procedimentos de segurança essenciais antes e durante o voo.

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Além da acusação de homicídio culposo, a denúncia apresentada inclui pedidos de indenização por danos morais às famílias das vítimas fatais e também aos sobreviventes da tragédia. O caso foi levado à Vara Única da comarca de Santa Rosa do Sul, conforme informações divulgadas pelo g1.

Apuração dos fatos e laudos periciais

A investigação do MPSC se baseou em laudos periciais e depoimentos de mais de 20 testemunhas. Os resultados destacaram irregularidades, como a presença de um equipamento não autorizado para a produção de chama de alta temperatura no balão. O relatório final apontou que o piloto não verificou adequadamente a condição dos equipamentos antes do voo.

Condições durante o voo e erros críticos

A denúncia enfatiza que o piloto não verificou a abertura da válvula do maçarico, um erro que, junto com a continuação do fornecimento de gás, contribuiu para o incêndio. Após um pouso forçado, o piloto abandonou o balão, o que levou a uma ascensão descontrolada do mesmo. O incêndio se intensificou, resultando em um colapso no ar que ceifou vidas e deixou feridos.

Negligência na comunicação com os passageiros

Um aspecto crítico envolveu a falta de alerte sobre os riscos do passeio aos passageiros. O briefing inadequado antes do voo não informou os participantes sobre a natureza perigosa da atividade e a ausência de qualificações necessárias do piloto. A operação desobedeceu normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), caracterizando um voo turístico disfarçado de instrucional.

Prosseguimento do processo e impacto regulatório

O caso avança na Justiça, onde a acusação pode transformar o piloto em réu. Na esfera cível, a situação leva à revisão das regulamentações específicas para balonismo no Brasil. Como resposta à tragédia, a ANAC já implementou uma resolução temporária visando regulamentação de segurança, vigente até o final de 2026.

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