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Mais de oito milhões de brasileiras já sofreram perseguição. Homens têm usado dispositivos de rastreamento – conhecidos como ‘tags’ – para monitorar a rotina das vítimas. Em poucas horas, Vanilda recebeu cerca de 70 mensagens e áudios de um desconhecido. A advogada bloqueou os números e, de repente, o homem desapareceu.  

A tecnologia tem sido muito usada nesses crimes: agressores instalam tags de rastreamento para acompanhar o dia a dia das mulheres. Pequeno, discreto e fácil de esconder. Um dispositivo como este pode ser colocado, em segundos, no carro, na bolsa ou até na mochila de uma criança.  

Criado para ajudar a localizar objetos, quando usado sem consentimento, ele pode se tornar uma ferramenta de perseguição. No celular, um ícone mostra, em tempo real, onde o dispositivo está. Caso encontre uma tag, a orientação é retirar a bateria para interromper o monitoramento. Há ainda aplicativos para se proteger.  

Os casos de perseguição têm crescido. Apenas em uma delegacia da mulher em São Paulo, foram 104 registros no primeiro trimestre deste ano. A pena pode chegar a dois anos de prisão.

(Informações R7)

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