Um homem de 36 anos foi preso em Contagem, na Grande BH, suspeito de manter a ex-namorada, uma empresária de 30 anos, em cárcere privado, dopá-la e submetê-la a agressões físicas e psicológicas.
Segundo relatos de testemunhas, a mulher vinha sendo monitorada ilegalmente pelo ex-companheiro, identificado como Douglas Peixoto Fonseca. De acordo com uma funcionária da vítima, ele teria invadido o celular da empresária e restringido seu acesso ao aparelho por meio de configurações de controle parental.
A situação veio à tona quando a empresária procurou ajuda para denunciar o caso às autoridades. Ao chegar à casa da chefe, ela apresentava sinais de estar sob efeito de medicamentos ou alguma substância ainda não identificada.
“Ela me falou que tinha tomado algum remédio que ele havia dado, mas não sabia dizer qual. Estava muito mal, dopada, sem conseguir sequer ficar em pé”, relatou a testemunha.
Quando as duas saíram do apartamento da vítima, localizado no bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte, encontraram Douglas à espera. Segundo a testemunha, o suspeito impediu que a empresária entrasse no carro e a obrigou a entrar no carro e acompanhá-lo.
Temendo pela segurança da chefe, a mulher acionou uma amiga por mensagens e relatou que passou a ser perseguida pelo suspeito enquanto seguia em um carro de aplicativo. Ela precisou alterar a rota diversas vezes após receber ameaças.
Investigação
A partir desse momento, a empresária desapareceu, a Polícia Militar foi acionada. De acordo com a corporação, o fato indicava ser uma possível ocorrência de sequestro e cárcere privado.
Quatro horas após o desaparecimento, a filha da vítima, uma menina de 10 anos, recebeu pelo celular uma fotografia da mãe deitada em uma cama de hospital. A imagem foi enviada pelo próprio suspeito e acabou sendo fundamental para o trabalho policial.
Com a informação, os militares conseguiram localizar a mulher internada em uma unidade hospitalar de Contagem. Douglas também estava no local e foi preso em flagrante.
Quando questionado pela polícia, o suspeito negou ter cometido agressões, ameaças ou mantido a ex-companheira em cárcere privado. No entanto, a vítima relatou ter sido agredida e obrigada a entrar no veículo dele após ficar em estado de confusão mental, possivelmente provocado pelo uso de medicamentos ou outra substância.
Segundo os militares, a empresária afirmou que não sabia para onde estava sendo levada nem onde se encontrava quando foi localizada.
Histórico de violência
As investigações apontam ainda que as agressões não seriam um caso isolado. Hematomas encontrados no corpo da vítima indicariam episódios anteriores de violência.
Em mensagens trocadas com uma amiga, a empresária relatou ter sido puxada pelos cabelos e empurrada pelo ex-companheiro. De acordo com testemunhas, o relacionamento durou cerca de um ano e terminou há aproximadamente dois meses. Desde então, Douglas não teria aceitado o fim da relação.
A polícia informou que o suspeito já possui antecedentes criminais. Entre os registros estão uma agressão contra o pai da vítima, além de passagens por receptação, furto e outros episódios de violência. O caso segue sob investigação.
(Informações R7)
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