Os benefícios de parar de fumar vão além da saúde do coração e pulmões. Um novo estudo sugere que largar o cigarro pode proteger o cérebro, reduzindo o risco de demência. Essa pesquisa foi conduzida por mais de 25 anos acompanhando 32 mil adultos nos Estados Unidos.
Os dados, publicados na revista Neurology, revelam que ex-fumantes apresentaram um risco 16% menor de desenvolver demência. Essa descoberta reforça o conhecimento prévio de que o tabagismo é um dos principais fatores de risco para doenças neurodegenerativas.
Conforme relatado pela publicação, o tabagismo pode aumentar o risco de doenças como Alzheimer e demência vascular em até 40%. Além disso, parar de fumar está associado a um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo.
O impacto do cigarro na saúde cerebral
O cigarro provoca lesões nos vasos sanguíneos e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC), que pode levar à demência. Fatores como estresse oxidativo e alterações vasculares também contribuem para o acúmulo de proteínas anormais relacionadas a doenças como o Alzheimer.
Jerusa Smid, neurologista do Einstein Hospital Israelita, explica que o maior benefício ocorre quando a cessação do tabagismo acontece antes dos 40 anos, mas benefícios significativos podem ser vistos mesmo em idades mais avançadas.
Estudo reforça a importância de parar de fumar
Apesar dos benefícios constatados, o estudo é observacional, não podendo afirmar uma relação direta de causa e efeito. No entanto, ele fornece uma evidência robusta de que parar de fumar pode diminuir os riscos de demência com o passar do tempo.
Os benefícios foram mais evidentes em ex-fumantes que não ganharam peso excessivo após a cessação. Aqueles que engordaram mais de 10 quilos não mostraram a mesma redução no risco de demência.
Estratégias para proteger o cérebro
Além de parar de fumar, outras ações podem reduzir o risco de demência, como manter uma vida social ativa, tratar depressão, cuidar da saúde auditiva e visual e adotar hábitos saudáveis. Cerca de 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos com o controle de fatores como obesidade e sedentarismo, segundo uma publicação da revista Lancet.
Portanto, ainda que parar de fumar seja um passo crucial, é importante associá-lo a um estilo de vida saudável para maximizar a proteção cerebral.
A importância do acompanhamento médico
Ao interromper o tabagismo, é fundamental seguir um programa que inclua controle de peso, atividade física regular e monitoramento da saúde cardiovascular. Essas medidas potencializam os benefícios de viver sem cigarro e protegem o cérebro contra a demência.
Nesse contexto, é crucial acabar com a ideia de que é tarde demais para parar de fumar. Cada fase da vida traz ganhos importantes para aqueles que abandonam o cigarro, independentemente da idade em que decidem fazê-lo.
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