Em Maracajá, cidade no Sul de Santa Catarina com pouco mais de 7 mil habitantes, uma proposta que visava instaurar um auxílio-alimentação de R$ 1,8 mil mensais para os vereadores gerou intensa controvérsia. A medida, assinada por sete dos nove integrantes da Câmara Municipal, encontrou forte desaprovação entre os munícipes, resultando em um pedido de retirada do projeto.
Atualmente, conforme divulgado, os vereadores recebem um subsídio de aproximadamente R$ 5,7 mil por mês. A concessão do auxílio geraria um acréscimo significativo, elevando a remuneração total. No entanto, diante da crítica generalizada, o projeto foi interrompido antes de seguir para votação.
As informações foram inicialmente divulgadas por fontes locais e enfatizam não apenas a reação popular, mas também a postura interna diversa dentro da própria Câmara, onde nem todos os vereadores endossaram a proposta.
Assinaturas e Reações
O projeto controverso levou a assinaturas de Alacide Luiz Rocha (MDB), Daniel Borges Mendonça (PSD), Diani Martins Bosa Pereira (PSD), Gislaine de Bem Rocha (MDB), Jucemar Pedro Gonçalves (PSD), Prezalino Ramos Neto (PSD) e Rosilane Dassoler da Silva Valério (MDB). Em contraste, a presidente da Câmara, Gisele da Silva Garcia Dal Pont (PL), e o vereador Welliton Júnior de Farias (União Brasil), não assinaram o documento, manifestando posições contrárias.
Declarações e Defesa
Durante uma sessão, a vereadora Rosilane Dassoler defendeu a medida afirmando que a designação do benefício como auxílio-alimentação fazia parte de uma recomendação do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). Ela destacou que o salário dos vereadores estava “bem defasado” e observou: “Bancar a nossa cadeira não é fácil”. Tais comentários foram amplamente repercutidos nas redes sociais, desencadeando inúmeros questionamentos dos moradores quanto à adequação do benefício diante do salário já recebido.
Retirada do Projeto
Com a repercussão negativa, a comissão responsável pela proposta, liderada por seu presidente, formalizou a retirada do projeto em 3 de agosto. Assim, o adicional de R$ 1,8 mil não seguirá para aprovação nos moldes pretendidos, resultando num desfecho temporário para esta questão.
Implicações para o Futuro
A situação em Maracajá mostra como ações legislativas podem impactar diretamente a percepção pública e a necessidade dos representantes eleitos em considerar as reações da população às suas propostas. Esta dinâmica destaca a importância da transparência e da justificativa adequada ao introduzir novos benefícios ou alterações salariais no serviço público.
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