O Ibovespa entra a semana em um momento decisivo. Depois de acumular oito semanas consecutivas de queda, a pior sequência já registrada pelo índice, a Bolsa brasileira tenta encontrar espaço para uma reação técnica — mas ainda em meio a um ambiente de maior cautela, com dólar em alta, pressão sobre os ativos de risco e sinais de correção nos mercados internacionais. No Brasil, o índice já devolveu parte relevante dos ganhos acumulados após renovar sua máxima histórica, aos 199.354 pontos, e agora passa a testar regiões importantes no gráfico. A dúvida para os próximos pregões é se haverá força compradora suficiente para sustentar um repique ou se a pressão vendedora continuará levando o Ibovespa a buscar novos suportes. No exterior, o cenário também exige atenção. A Nasdaq Composite e o S&P 500 iniciaram movimentos de realização após renovarem máximas históricas recentemente, enquanto o Bitcoin voltou a negociar abaixo dos US$ 70 mil, ampliando o sinal de alerta entre investidores. Esse conjunto reforça a percepção de uma semana-chave para os mercados, com maior aversão ao risco e busca por sinais de estabilização. Com isso, há um ambiente ainda desafiador no curto prazo. Alguns ativos já se aproximam de regiões de sobrevenda, o que pode abrir espaço para repiques técnicos, mas o ponto central será acompanhar a defesa dos suportes mais importantes e avaliar se a correção perde força ou ganha continuidade. Análise técnica do Ibovespa Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa segue em tendência de baixa desde a máxima histórica em 199.354 pontos, registrada em abril. O índice encerrou a última semana com queda de 2,74%, acumulando a oitava semana consecutiva no negativo — a pior sequência da história do mercado brasileiro. Na última sessão, recuou 0,77%, fechando aos 169.019 pontos. O movimento vendedor continua intenso e passa a colocar em evidência a região da média móvel de 200 períodos, localizada em 165.985 pontos, um dos suportes mais relevantes do atual ciclo. O IFR (14) em 29,47 já indica condição de sobrevenda, sugerindo potencial para repiques técnicos após as fortes perdas recentes. Continua depois da publicidade Para uma recuperação mais consistente, o índice precisará superar as resistências em 173.190/178.340/181.560 pontos, abrindo espaço para buscar 187.780/192.890 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 199.354 pontos. Por outro lado, a perda dos 168.900 pontos pode intensificar o fluxo vendedor, levando o índice para 164.780/161.765 pontos e, em um cenário mais amplo, para 157.000/153.570 pontos. Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Confira a análise dos minicontratos: Continua depois da publicidade Day Trade hoje: o que esperar dos minicontratos e do Ibovespa nesta segunda (08) Mini-índice (WINM26): confira os pontos de suporte e resistência nesta segunda (08) Minidólar (WDON26): Confira os pontos de suporte e resistência para esta segunda (08) Análise técnica do Dólar No dólar futuro, sigo observando uma melhora importante da estrutura técnica. O ativo avançou 2,56% na última semana, registrando a segunda semana consecutiva de alta, e encerrou a última sessão com forte valorização de 2,17%, aos 5.203,5 pontos. O movimento recente ganhou relevância após o rompimento da linha de tendência de baixa (LTB) do canal descendente, sinal que fortalece a hipótese de continuidade da recuperação. Além disso, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e passa a mirar a média de 200 períodos, localizada em 5.288 pontos. O IFR (14) em 65,91 permanece em zona neutra, sem indicar excesso comprador. Continua depois da publicidade Para continuidade da alta, será necessário superar 5.225,5 pontos e a média de 200 períodos em 5.288 pontos. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam a ser 5.383,5/5.446 pontos, com extensão até 5.614 pontos. Já uma retomada da tendência de baixa exigiria a perda dos suportes em 5.123/4.992/4.910 pontos, abrindo espaço para 4.842/4.798,5 pontos e depois 4.752,5/4.697 pontos. Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Análise técnica da Nasdaq A Nasdaq entrou em correção após renovar máxima histórica em 27.190 pontos. O índice registrou forte baixa na última sessão, com recuo de 4,18%, ampliando o movimento de realização após meses de valorização. Continua depois da publicidade Apesar da correção recente, a estrutura principal ainda permanece positiva, uma vez que os preços seguem acima das médias móveis. No entanto, o aumento da pressão vendedora exige atenção para uma possível continuidade do ajuste. Atualmente negociando aos 25.709 pontos, o índice acumula queda de 4,68% em junho. Para retomar a tendência de alta, precisará superar 26.580 pontos e depois a máxima histórica em 27.190 pontos, abrindo espaço para 27.545/27.895 pontos e posteriormente 28.330/29.000 pontos. Na ponta negativa, a perda de 25.645/24.910 pontos pode acelerar a correção, levando o índice para 24.200/23.165 pontos e depois 22.500/22.020 pontos. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Confira nossas análises: 8 semanas em queda: Ibovespa tem pior sequência já registrada após máxima histórica Comprar ou esperar? Bitcoin entra em região decisiva de preço após forte tombo Dinheiro sai do Brasil e corre para Wall Street: por que o Ibovespa ficou para trás? Análise técnica do S&P 500 O S&P 500 também iniciou um movimento corretivo após renovar máximas históricas. O índice registrou forte queda de 2,94% na última sessão e passou a negociar abaixo das médias móveis após o rompimento observado recentemente. Atualmente cotado aos 7.353 pontos, o índice acumula baixa de 2,90% em junho e passa a exigir maior cautela no curto prazo. Para retomar a tendência de alta, será necessário superar a máxima histórica em 7.618 pontos, o que abriria espaço para 7.675/7.740 pontos e posteriormente 7.810/7.935 pontos. Por outro lado, a perda de 7.332/7.171 pontos pode intensificar o movimento corretivo, com alvos em 7.045/6.890 pontos e extensão até 6.727 pontos. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Análise do Bitcoin O Bitcoin voltou a apresentar forte deterioração técnica após falhar no rompimento da resistência em US$ 82.850. O ativo agora negocia abaixo dos US$ 70.000 e segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A perda de força compradora aumenta a probabilidade de testes em regiões ainda mais baixas, especialmente se a faixa dos US$ 60.000 for rompida. Para retomar a recuperação, será necessário superar US$ 65.000/US$ 70.465/US$ 74.450, abrindo caminho para US$ 78.200/US$ 82.850 e depois US$ 84.650. Na ponta negativa, a perda dos suportes em US$ 60.000/US$ 59.130 pode acelerar o fluxo vendedor, com alvos em US$ 52.550/US$ 49.000 e projeção mais longa em US$ 43.880. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz IFR (14) – Ibovespa O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa: Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz (Rodrigo Paz é analista técnico) Guias de análise técnica: O que é uma linha de tendência na análise gráfica? O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade Bandas de Bollinger: como usar e interpretar? Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. Navegação de Post Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo Homem é condenado a 24 anos por matar menina de 7 em ponto de ônibus
O Ibovespa entra a semana em um momento decisivo. Depois de acumular oito semanas consecutivas de queda, a pior sequência já registrada pelo índice, a Bolsa brasileira tenta encontrar espaço para uma reação técnica — mas ainda em meio a um ambiente de maior cautela, com dólar em alta, pressão sobre os ativos de risco e sinais de correção nos mercados internacionais. No Brasil, o índice já devolveu parte relevante dos ganhos acumulados após renovar sua máxima histórica, aos 199.354 pontos, e agora passa a testar regiões importantes no gráfico. A dúvida para os próximos pregões é se haverá força compradora suficiente para sustentar um repique ou se a pressão vendedora continuará levando o Ibovespa a buscar novos suportes. No exterior, o cenário também exige atenção. A Nasdaq Composite e o S&P 500 iniciaram movimentos de realização após renovarem máximas históricas recentemente, enquanto o Bitcoin voltou a negociar abaixo dos US$ 70 mil, ampliando o sinal de alerta entre investidores. Esse conjunto reforça a percepção de uma semana-chave para os mercados, com maior aversão ao risco e busca por sinais de estabilização. Com isso, há um ambiente ainda desafiador no curto prazo. Alguns ativos já se aproximam de regiões de sobrevenda, o que pode abrir espaço para repiques técnicos, mas o ponto central será acompanhar a defesa dos suportes mais importantes e avaliar se a correção perde força ou ganha continuidade. Análise técnica do Ibovespa Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa segue em tendência de baixa desde a máxima histórica em 199.354 pontos, registrada em abril. O índice encerrou a última semana com queda de 2,74%, acumulando a oitava semana consecutiva no negativo — a pior sequência da história do mercado brasileiro. Na última sessão, recuou 0,77%, fechando aos 169.019 pontos. O movimento vendedor continua intenso e passa a colocar em evidência a região da média móvel de 200 períodos, localizada em 165.985 pontos, um dos suportes mais relevantes do atual ciclo. O IFR (14) em 29,47 já indica condição de sobrevenda, sugerindo potencial para repiques técnicos após as fortes perdas recentes. Continua depois da publicidade Para uma recuperação mais consistente, o índice precisará superar as resistências em 173.190/178.340/181.560 pontos, abrindo espaço para buscar 187.780/192.890 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 199.354 pontos. Por outro lado, a perda dos 168.900 pontos pode intensificar o fluxo vendedor, levando o índice para 164.780/161.765 pontos e, em um cenário mais amplo, para 157.000/153.570 pontos. Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Confira a análise dos minicontratos: Continua depois da publicidade Day Trade hoje: o que esperar dos minicontratos e do Ibovespa nesta segunda (08) Mini-índice (WINM26): confira os pontos de suporte e resistência nesta segunda (08) Minidólar (WDON26): Confira os pontos de suporte e resistência para esta segunda (08) Análise técnica do Dólar No dólar futuro, sigo observando uma melhora importante da estrutura técnica. O ativo avançou 2,56% na última semana, registrando a segunda semana consecutiva de alta, e encerrou a última sessão com forte valorização de 2,17%, aos 5.203,5 pontos. O movimento recente ganhou relevância após o rompimento da linha de tendência de baixa (LTB) do canal descendente, sinal que fortalece a hipótese de continuidade da recuperação. Além disso, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e passa a mirar a média de 200 períodos, localizada em 5.288 pontos. O IFR (14) em 65,91 permanece em zona neutra, sem indicar excesso comprador. Continua depois da publicidade Para continuidade da alta, será necessário superar 5.225,5 pontos e a média de 200 períodos em 5.288 pontos. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam a ser 5.383,5/5.446 pontos, com extensão até 5.614 pontos. Já uma retomada da tendência de baixa exigiria a perda dos suportes em 5.123/4.992/4.910 pontos, abrindo espaço para 4.842/4.798,5 pontos e depois 4.752,5/4.697 pontos. Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Análise técnica da Nasdaq A Nasdaq entrou em correção após renovar máxima histórica em 27.190 pontos. O índice registrou forte baixa na última sessão, com recuo de 4,18%, ampliando o movimento de realização após meses de valorização. Continua depois da publicidade Apesar da correção recente, a estrutura principal ainda permanece positiva, uma vez que os preços seguem acima das médias móveis. No entanto, o aumento da pressão vendedora exige atenção para uma possível continuidade do ajuste. Atualmente negociando aos 25.709 pontos, o índice acumula queda de 4,68% em junho. Para retomar a tendência de alta, precisará superar 26.580 pontos e depois a máxima histórica em 27.190 pontos, abrindo espaço para 27.545/27.895 pontos e posteriormente 28.330/29.000 pontos. Na ponta negativa, a perda de 25.645/24.910 pontos pode acelerar a correção, levando o índice para 24.200/23.165 pontos e depois 22.500/22.020 pontos. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Confira nossas análises: 8 semanas em queda: Ibovespa tem pior sequência já registrada após máxima histórica Comprar ou esperar? Bitcoin entra em região decisiva de preço após forte tombo Dinheiro sai do Brasil e corre para Wall Street: por que o Ibovespa ficou para trás? Análise técnica do S&P 500 O S&P 500 também iniciou um movimento corretivo após renovar máximas históricas. O índice registrou forte queda de 2,94% na última sessão e passou a negociar abaixo das médias móveis após o rompimento observado recentemente. Atualmente cotado aos 7.353 pontos, o índice acumula baixa de 2,90% em junho e passa a exigir maior cautela no curto prazo. Para retomar a tendência de alta, será necessário superar a máxima histórica em 7.618 pontos, o que abriria espaço para 7.675/7.740 pontos e posteriormente 7.810/7.935 pontos. Por outro lado, a perda de 7.332/7.171 pontos pode intensificar o movimento corretivo, com alvos em 7.045/6.890 pontos e extensão até 6.727 pontos. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz Análise do Bitcoin O Bitcoin voltou a apresentar forte deterioração técnica após falhar no rompimento da resistência em US$ 82.850. O ativo agora negocia abaixo dos US$ 70.000 e segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A perda de força compradora aumenta a probabilidade de testes em regiões ainda mais baixas, especialmente se a faixa dos US$ 60.000 for rompida. Para retomar a recuperação, será necessário superar US$ 65.000/US$ 70.465/US$ 74.450, abrindo caminho para US$ 78.200/US$ 82.850 e depois US$ 84.650. Na ponta negativa, a perda dos suportes em US$ 60.000/US$ 59.130 pode acelerar o fluxo vendedor, com alvos em US$ 52.550/US$ 49.000 e projeção mais longa em US$ 43.880. Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz IFR (14) – Ibovespa O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa: Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz (Rodrigo Paz é analista técnico) Guias de análise técnica: O que é uma linha de tendência na análise gráfica? O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade Bandas de Bollinger: como usar e interpretar? Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. Navegação de Post Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo Homem é condenado a 24 anos por matar menina de 7 em ponto de ônibus