O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo que trata das mudanças feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura nas eleições de políticos condenados.
Até o momento, o placar do julgamento está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela relatora, Cármen Lúcia, e pelo ministro Luiz Fux.
A Corte julga uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade.
Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Se esse dispositivo for validado pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, do ex-deputado Eduardo Cunha e dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral.
A lei também mudou marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente.
Não há data para retomada do julgamento.
Mais sobre este assunto
Tumor de mama em cadelas e gatas: tudo que todo responsável precisa saber sobre sinais, diagnóstico precoce, exames e cuidados durante o Outubro Rosa
Incêndio em estufa de fumo em Forquilhinha, Santa Terezinha, consome 40 m² de estrutura de 300 m², ação do Corpo de Bombeiros usou 6 mil litros e retirou materiais
Refis 2026 em Forquilhinha, descontos de até 100% em juros e multas, prazo final 22 de dezembro para regularizar dívidas municipais
Outubro Rosa na Coopera: A Inspiração e Superação de Estela Maria Wesler em Meio à Pandemia
