Na Argentina, o presidente Javier Milei bloqueou a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo federal em Buenos Aires. De acordo com o governo, a medida foi necessária para garantir a “segurança nacional”, após o episódio em que uma emissora de televisão divulgou imagens da Casa Rosadas gravadas com óculos inteligentes.
O governo classificou o episódio como “espionagem ilegal” e Milei xingou jornalistas da emissora de “lixo nojento”. O presidente argentino tem entrado em conflito repetidamente com profissionais de imprensa, com insultos tanto nas redes sociais, como durante entrevistas.
Os jornalistas credenciados para trabalhar na sede do governo divulgaram uma declaração conjunta, em que chamaram a decisão de injustificada.
“Negar o acesso aos repórteres sugere um ataque explícito à liberdade de imprensa, à prática do jornalismo e ao direito do público de acessar as informações”, defenderam os profissionais.
Também em nota, a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) manifestou “máxima preocupação” com a decisão do governo e ressaltou que a medida “não encontra precedentes na vida democrática argentina”.
A entidade pede que a proibição seja revista com urgência em defesa do pleno exercício da liberdade de imprensa.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A deputada federal Mónica Frade, que compõe grupo de oposição a Milei, destacou que o acesso de jornalistas à Casa Rosada não foi restringido nem mesmo durante a ditadura militar.
“O fechamento do comitê de imprensa da Casa do governo em um país democrático é o pior símbolo possível da fragilidade da democracia argentina”, afirmou.
* com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Mais sobre este assunto
Carbonífera Metropolitana celebra Tempo de Empresa, homenageia 57 profissionais em Treviso e destaca histórias pessoais e de três gerações na mina
Tumor de mama em cadelas e gatas: tudo que todo responsável precisa saber sobre sinais, diagnóstico precoce, exames e cuidados durante o Outubro Rosa
Jorginho Mello reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno com mais de 68% dos votos, vitória confirmada com 93% das urnas apuradas
SC elege Carol de Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado, PL conquista as duas vagas de Santa Catarina e garante mandatos de oito anos a partir de 2027
