Doenças respiratórias que muitas vezes evoluem de forma silenciosa seguem sendo um desafio para a saúde pública. Em alusão ao Março Roxo, mês dedicado à conscientização sobre essas enfermidades, a Secretaria Municipal de Saúde de Araranguá promoveu, na quarta-feira (25), uma capacitação voltada aos médicos da Atenção Primária. O encontro foi realizado no auditório da UFSC e teve como foco principal a atualização dos profissionais sobre o diagnóstico, manejo e prevenção de doenças como a tuberculose e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A formação foi conduzida pela pneumologista Dra. Flávia Guerra, do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), que destacou a importância da identificação precoce dos sintomas e da atuação rápida das equipes de saúde para evitar complicações e interromper cadeias de transmissão. As doenças respiratórias seguem entre as principais causas de internação no Brasil. A tuberculose, por exemplo, ainda apresenta números relevantes no país, sendo uma doença infecciosa e transmissível que exige diagnóstico ágil e tratamento contínuo. Tosse persistente por mais de três semanas, febre, suor noturno e perda de peso estão entre os principais sinais de alerta. Já a DPOC, frequentemente associada ao tabagismo, provoca a redução progressiva da capacidade respiratória e, embora não tenha cura, pode ser controlada com acompanhamento médico adequado. Falta de ar, cansaço e tosse crônica estão entre os sintomas mais comuns. De acordo com a Secretaria de Saúde, a capacitação reforça o compromisso com a qualificação contínua dos profissionais da rede municipal, garantindo um atendimento mais eficiente, humanizado e resolutivo à população. Além disso, iniciativas como o Março Roxo cumprem papel essencial na promoção da saúde, incentivando a população a buscar atendimento ao surgirem os primeiros sintomas, o que contribui diretamente para a redução de complicações, internações e, no caso da tuberculose, da transmissão da doença. Participaram da atividade a gerente da Atenção Primária, Maria Aparecida Idalêncio; a coordenadora da equipe médica, Samara Paes do Canto; a gerente da Vigilância em Saúde, Vera Lúcia Leal; e a enfermeira Tiane Ramos, responsável pelo SAE. A orientação das autoridades de saúde é clara: sintomas respiratórios persistentes devem ser investigados o quanto antes. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na qualidade de vida dos pacientes. Navegação de Post TJ do Rio anula eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj Teste do Pezinho gratuito em Araranguá pode evitar sequelas graves em recém-nascidos