Delegado apura denúncia de adolescente que diz ter sofrido tentativa de sequestro
Moradores do Balneário Arroio do Silva procuraram o Portal Agora! nesta terça-feira, dia 24, relatando preocupação diante de comentários sobre uma suposta tentativa de sequestro registrada no município no último domingo (22). A situação ganhou repercussão principalmente em grupos de WhatsApp, onde circulam mensagens indicando que o fato teria se repetido entre domingo e segunda-feira.
Diante da gravidade das informações, na tarde desta terça, a reportagem entrou em contato com o delegado Lucas Fernandes da Rosa, titular da Delegacia de Polícia (DPMU) do Balneário Arroio do Silva, que confirmou a existência de um registro formal envolvendo um adolescente.
De acordo com a Polícia Civil, uma mulher procurou a delegacia na segunda-feira (23), por volta das 13h25, para relatar que seu filho, de 13 anos, chegou em casa no domingo, por volta das 18h, visivelmente assustado, nervoso e com um ferimento no joelho. Segundo o relato do menor, ele trafegava em via pública quando um veículo de cor vermelha teria se aproximado e cortado sua frente de forma brusca.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o adolescente afirmou que os ocupantes do automóvel tentaram abordá-lo com a intenção de sequestrá-lo. Ele relatou que conseguiu reagir rapidamente e fugir do local, evitando a possível abordagem. Após o ocorrido, retornou para casa e comunicou o fato à mãe.
O adolescente foi ouvido e reiterou a versão apresentada inicialmente. A Polícia Civil agora trabalha na apuração do caso e busca imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer os fatos.
Apesar da repercussão nas redes sociais, o delegado destacou que, até o momento, não há registros oficiais de outras ocorrências semelhantes no Balneário Arroio do Silva, nem na Polícia Militar da cidade ou de Araranguá. As mensagens que mencionam abordagens a outras possíveis vítimas não foram formalizadas junto às autoridades.
Diante disso, o delegado pede cautela à população quanto ao compartilhamento de informações não verificadas. Ele reforça que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante deve procurar a delegacia para registrar boletim de ocorrência, permitindo que os casos sejam devidamente investigados.
