Erro médico resulta em condenação por cirurgia incorreta no ombro de paciente em Santa Catarina
Uma mulher em Santa Catarina foi submetida a uma cirurgia no ombro errado, resultando na condenação do Estado e do Instituto Maria Schmitt (IMAS) a uma indenização de R$ 8 mil por danos morais. Conforme decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma, divulgada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o erro prolongou o sofrimento da paciente, que esperou mais de um ano para tratar a lesão correta.
Exames realizados em 2023 constataram problemas no ombro direito da mulher, mas o procedimento efetuado no Hospital São Marcos, em Nova Veneza, foi no ombro esquerdo. Em declaração ao Portal Veneza, o diretor do hospital, Marcelo Sottana, afirmou que a cirurgia foi realizada conforme o laudo médico que a paciente levou ao local.
A decisão judicial, embora ainda sujeita a recurso, considera que houve negligência no atendimento, destacando que a paciente foi operada de forma inadequada com base em informações de exames médicos prévios. A determinação responsabiliza solidariamente o Estado e o IMAS.
Desenvolvimento dos acontecimentos
Em 2023, exames revelaram que a paciente sofria de ruptura de tendão, tendinite calcária e artrose no ombro direito. Uma nova avaliação em fevereiro de 2024 reiterou os achados, apontando que o ombro esquerdo estava sem lesões significativas. No entanto, a solicitação de internação foi registrada de forma incorreta, levando à cirurgia incorreta em setembro de 2024.
Edificação da decisão judicial
A falta de clareza sobre onde ocorreu o equívoco exato não impediu a justiça de considerar negligente o atendimento médico. Embora a perícia judicial não tivesse sido capaz de identificar o momento do erro ou o responsável direto, a sentença determinou a indenização à mulher, destacando o prolongamento no tempo de recuperação e o aumento de seu sofrimento.
Resposta do Hospital São Marcos
Marcelo Sottana, diretor do hospital, justificou que a cirurgia foi realizada com base nos documentos trazidos pela paciente, alegando que a operação seguiu as informações do laudo médico. “O paciente já veio com o laudo pronto, daí o meu médico operou conforme laudo”, explicou Sottana.
As partes condenadas ainda podem recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, enquanto a paciente busca lidar com as consequências do procedimento errado e seu impacto em sua saúde.
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