Idosa perde R$ 12 mil após cair em golpe que simula “prova de vida” do INSS em Maracajá
Uma idosa de 65 anos, moradora de Maracajá, foi vítima de um golpe de estelionato que resultou em um prejuízo de R$ 12 mil. O caso acende um alerta para a atuação cada vez mais sofisticada de criminosos que se passam por representantes de órgãos oficiais para enganar a população.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima procurou atendimento na manhã de terça-feira, dia 28, por volta das 09h25, no bairro Vila Beatriz. Ela relatou que, no dia anterior, segunda-feira (27), por volta das 15h30, recebeu uma ligação telefônica de uma mulher que se identificou como funcionária do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS.
Durante a ligação, a suposta atendente informou que seria necessário realizar uma “prova de vida” no prazo de três dias, sob pena de bloqueio do benefício. Em seguida, orientou a vítima a fazer o procedimento por meio de um aplicativo, iniciando uma chamada de vídeo. No entanto, durante a chamada, apenas a imagem da própria idosa aparecia na tela.
Ainda conforme o relato, a criminosa passou uma série de instruções, incluindo o acesso à loja de aplicativos para baixar programas e realizar procedimentos no celular. A vítima acredita que, nesse momento, os golpistas conseguiram acesso a dados pessoais, senhas e outras informações sensíveis armazenadas no aparelho.
A suspeita de fraude surgiu quando, durante a ligação, a suposta atendente passou a rir, levantando desconfiança. Diante da situação, a idosa se dirigiu até uma instituição bancária e solicitou o cancelamento da conta como medida preventiva.
No entanto, já na terça-feira, ao acessar o aplicativo bancário, a filha da vítima constatou que haviam sido realizados diversos pagamentos via Pix ainda na segunda-feira, totalizando um prejuízo de R$ 12 mil.
A vítima então procurou a Polícia Militar, que registrou o boletim de ocorrência após coletar todas as informações sobre o caso.
Alerta das autoridades
Casos como este têm se tornado cada vez mais comuns, principalmente envolvendo idosos. A orientação é que a população desconfie de ligações que solicitem dados pessoais, instalação de aplicativos ou realização de procedimentos urgentes. Órgãos oficiais não pedem senhas, nem orientam esse tipo de ação por telefone.
A Polícia reforça que, em situações suspeitas, o ideal é interromper imediatamente o contato e procurar diretamente a instituição envolvida ou as autoridades competentes.
